A partir do dia 1º de janeiro de 2026, haverá uma alteração importante na forma de emitir a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) em todo o Brasil, incluindo Tucuruí. De acordo com determinação nacional, todas as cidades deverão passar a usar apenas o Emissor Nacional da NFS-e como sistema oficial para gerar esse documento.
Essa mudança é resultado da Reforma Tributária do Consumo (EC 132/2023 e LC 214/2025), que tem como objetivo unificar, simplificar e atualizar a emissão de notas fiscais de serviço em todo o país.
O SISTEMA MUNICIPAL SERÁ SUBSTITUÍDO
Com a nova regra, todos os prestadores de serviço — como empresas, profissionais autônomos e MEIs — deverão emitir suas NFS-e somente pelo sistema nacional, acessível via internet (web) ou por integração de sistemas (API).
O endereço oficial para emissão será:
👉 www.nfse.gov.br
Isso significa que os sistemas utilizados atualmente pelos municípios, incluindo o de Tucuruí, deixarão de ser usados para emissão de notas a partir dessa data.
PREFETURA CONTINUA RESPONSÁVEL PELO ISS
Embora a emissão das notas seja feita em um sistema nacional, a Prefeitura de Tucuruí mantém a gestão do Imposto Sobre Serviços (ISS). O município seguirá responsável por:
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Receber automaticamente os dados das notas emitidas no sistema nacional;
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Calcular e administrar o crédito do ISS, conforme as leis locais;
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Fiscalizar, auditar, cobrar e gerar as guias de pagamento do imposto.
Ou seja: a emissão da nota será nacional, mas o lançamento e a cobrança do imposto permanecem sob responsabilidade do município continuam sendo feitas pela Prefeitura de Tucuruí.
CONSULTAS E RELATÓRIOS PERMANECEM
Os contribuintes seguirão contando com relatórios de consulta de notas fiscais, financeiros do ISS e do próprio contribuinte, que continuam indicados para facilitar:
- Importação de notas fiscais em lote;
- Acompanhamento de informações gerenciais;
- Controle fiscal por meio dos sistemas municipais, como o ISS Digital (ISSd).
O QUE OS CONTRIBUINTES PRECISAM SABER
A implantação do sistema nacional trará mais padronização e menos burocracia, mas exigirá adaptação por parte de empresas e profissionais, especialmente aqueles que usam sistemas integrados aos atuais emissores municipais.
Recomenda-se que todos acompanhem os prazos de transição, verifiquem a compatibilidade de seus sistemas e procurem orientação contábil para uma migração tranquila até janeiro de 2026.
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